quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Arquitetura da Destruição"

Undergàngens Arkitektur (Suécia, 1989)



De Peter Cohen
P&B
Duração 119'


Arquitetura da Destruição está consagrado internacionalmente como um dos melhores estudos já feitos sobre o nazismo no cinema. O filme de Peter Cohen lembra que chamar a Hitler de artista medíocre não elimina os estragos provocados pela sua estratégia de conquista universal. O veio artístico do arquiteto da destruição tinha grandes pretensões e queria dar uma dimensão absoluta à sua megalomania. Hitler queria ser o senhor do universo, sem descuidar de nenhum detalhe da coreografia que levava as massas à histeria coletiva a cada demonstração. O nazismo tinha como um dos seus princípios fundamentais a missão de embelezar o mundo. Nem que, para tanto, destruísse todo o mundo. Escrito por Leon Cakoff.

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"A História da Arte"


Autor: Ernst Hans Josef Gombrich

Editora: LTC - Português - 16ª Edição - 2000



"A História da Arte" é um livro que serve de introdução ao mundo da arte, apresentando desde as pinturas rupestres da pré-história até a arte experimental contemporânea. O desenvolvimento da pintura e da escultura é tratado tendo como pano de fundo os sucessivos estilos de arquitetura. No livro, o autor descreve seu objetivo como sendo o de trazer alguma ordem compreensível à riqueza de nomes, períodos e estilos que preenchem as páginas com as obras mais ambiciosas. Usa a sua percepção da psicologia das artes visuais para fazer o leitor ver a história da arte como uma tela contínua e uma mudança de tradições, em que cada obra reflete o passado e aponta para o futuro.

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"Objectified"

Objectified (EUA, 2009)

De Gary Hustwit
Cor
Duração 75'


Do mesmo produtor de Helvética, Objectified é um documentário que fala sobre a nossa complexa relação com os objetos produzidos e, por extensão, com as pessoas que os projetam. Uma viagem através da criatividade no trabalho por trás de tudo, desde escovas de dentes até aparelhos eletrônicos. É sobre os designers que reanalisam, reavaliam e reinventam o nosso ambiente dia após dia. Um olhar sobre expressividade, identidade, consumismo e sustentabilidade.Através de imagens e em profundas conversas, o filme documenta os processos criativos de alguns dos designers de produtos mais influentes do mundo do mundo, e mostra como as coisas que eles criam tem impacto em nossas vidas. Uma reflexão sobre o que podemos aprender sobre quem somos e quem pretendemos ser, a partir dos objetos com os quais nos cercamos?
 
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"Gestalt do Objeto - Sistema de Leitura Visual da Forma"


Autor: João Gomes Filho

Editora Escrituras - Português - 2000



Pode-se afirmar que a Gestalt nada mais é que um caminho entre tantos outros que têm por objetivo estabelecer princípios gerais para a melhoria do design em um determinado meio com vistas a atingir de forma positiva os indivíduos que percebem a mensagem transmitida. João Gomes filho, no seu livro Gestalt do Objeto Sistema de Leitura Visual da Forma, implementa um sistema de leitura visual com base nas leis ou teorias da Escola Gestalt, traduzindo conceituações ou formulações abstratas e geométricas em aplicações conceituais práticas para serem aplicadas no design de objetos em qualquer meio. Dirigido para estudantes de design gráfico, arquitetura, publicidade, artes plásticas, fotografia, moda e outras atividades que se interessam pela forma das imagens, este livro dá vários exemplos dos conceitos, princípios e técnicas visuais definidos pela escola alemã Gestalt para a leitura visual de um objeto.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"Admirável Mundo Novo"


Autor: Aldous Huxley

Editora : Globo - Português - 1932



Admirável Mundo Novo (Brave New World na versão original em língua inglesa) é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.

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"Vida Líquida"



Autor: Zygmunt Bauman

Editora: ZAHAR - Português - 2009




Um compêndio dos efeitos que a atual estrutura social e econômica, com base no que é descartável e efêmero, gera na vida, seja no amor, nos relacionamentos profissionais e afetivos, na segurança pessoal e coletiva, no consumo material e espiritual, no conforto humano e no próprio sentido da existência.


Em Vida líquida, Zygmunt Bauman volta ao tema da fluidez da existência contemporânea desenvolvido também em outras obras de sucesso do autor — como Amor líquido e Modernidade líquida.

Segundo o sociólogo, que já vendeu mais de 80 mil exemplares no Brasil, a precificação generalizada da vida social e a destruição criativa própria do capitalismo suscita uma condição humana na qual predominam o desapego, a versatilidade em meio à incerteza e a vanguarda constante do eterno recomeço.

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"Princípios de Forma e Desenho"


Autor: Wucius Wong

Editora: Martins Fontes - Português - 1998



Os livros de Wucius Wong sobre os princípios do desenho tornaram-se clássicos nos programas de ensino da arte e do desenho em todo o mundo. Neste livro, Wong funde três de seus clássicos, compondo um manual sobre os princípios e fundamentos práticos do desenho.

Dividido em três partes principais, este livro:

 
  • proporciona um conhecimento básico sobre os fundamentos do desenho, com ênfase nas formas planas e abstratas;  
  • demonstra a criação de formas, focalizando aspectos representacionais que ampliam o vocabulário visual do desenhista e
  • avalia o uso de materiais planares e lineares para construir objetos autônomos.

 
Às explicações sobre os elementos básicos do desenho bi e tridimensional somaram-se os últimos conceitos da computação gráfica. Wong trata dos equipamentos e programas que atendem às exigências do desenhista e discute como usar o computador para implementar os princípios do desenho abordados no restante do livro.

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"Projeto de Produto"  

Autor: Mike Baxter

Editora: Edgard Blucher - Português - 2000


Enfrentando uma competição severa, as empresas em todo o mundo investem cada vez mais no design como poderoso meio de aumentar a qualidade dos produtos e se diferenciar dos seus concorrentes. Este livro apresenta uma metodologia de projeto de produto orientado para as necessidades do consumidor e do mercado. A sua abordagem é bastante prática, com os principais conceitos organizados em forma de "ferramentas" para serem utilizados como produtos simples, encomendados por instrumentos durante a atividade de projeto. A teoria é ilustrada com diversos casos de aplicação prática. Todos eles foram baseados em projetos desenvolvidos pelo próprio autor e sua equipe do Design Research Centre, ligado à Universidade de Brunel, Inglaterra. Referem-se a pequenas e médias empresas da região O autor é Diretor do Design Research Centre, onde dirige uma equipe de designers e engenheiros que prestam serviços às empresas, abrangendo planejamentos estratégicos, desenvolvimento de produtos, construção de modelos e protótipos e projetos detalhados de engenharia.  

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Todos os Homens do Presidente"

All the President's Men (EUA, 1976)

De Allan J. Pakula
Com Robert Redford, Dustin Hoffman, Jason Robards, Jack Warden, Martin Balsam, Hal Holbrook e Jane Alexander
Cor
Duração 138'

Em 1972, sem ter a menor noção da gravidade dos fatos, um repórter (Robert Redford) do Washington Post inicia uma investigação sobre a invasão de cinco homens na sede do Partido Democrata, que dá origem ao escândalo Watergate e que teve como conseqüência a queda do presidente Richard Nixon. Antes mesmo que o livro dos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein narrando as investigações promovidas pelos dois repórteres fosse publicado, Robert Redford comprou os direitos cinematográficos da obra. Surpresa: “Todos os Homens do Presidente” (All the President’s Men, EUA, 1976) é um thriller de suspense excelente, e uma aula completa para qualquer aspirante a jornalista. O filme de Alan J. Pakula tinha tudo para dar errado. Há, ao todo, pelo menos 30 ou 40 pessoas que desempenham papéis de destaque na investigação promovida pelos dois repórteres. Montar todo esse painel sem confundir o espectador, ou sem tornar a narrativa complicada demais, prolixa demais, era um trabalho hercúleo de que o roteirista William Goldman se incumbiu magnificamente. O resultado é um filme ágil, com ritmo de thriller de suspense, fácil de acompanhar e fiel aos fatos. Goldman acabou premiado com um Oscar pela empreitada, e merecidamente. A direção segura de Pakula dá o toque final, fazendo do filme um verdadeiro manual de procedimentos para a prática do Jornalismo investigativo. “Todos os Homens do Presidente” discute técnicas de reportagem, abordagem de testemunhas, ética e todos os aspectos do que significa ser um repórter. É um pacote completo; não esquece nem de mostrar o lado ruim da profissão – a complicada vida pessoal, os momentos de tédio e de espera quase infinita, o paciente e fascinante trabalho de conquistar a confiança de uma fonte. Vencedor de 4 Oscar entre as 8 indicações recebidas: Jason Robards, melhor ator coadjuvante; William Goldman, melhor roteiro adaptado; George Jenkins e George Gaines, melhor direção de arte; Arthur Piantadosi, Les Fresholtz, Dick Alexander e Jim Webb, melhor som. Demais indicações: melhor fotografia (perdeu para Rocky); Jane Alexander, melhor atriz coadjuvante; Alan J. Pakula, melhor diretor e Robert L. Wolfe, melhor editor.  

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"Plano 9 do Espaço Sideral"

Plan 9 from outer space (EUA, 1959)

De Ed Wood
Com Gregory Walcott , Mona McKinnon , Duke Moore , Tom Keene , Carl Anthony, Maila "Vampira" Nurmi, Thor Johnson e Béla Lugosi
P&B
Duração 78'

"Certos filmes são tão ruins que chegam a ser bons". A primeira pessoa que disse esta frase provavelmente acabara de assistir "Plano 9 Do Espaço Sideral", por muitos considerado o pior filme de todos os tempos, o Cidadão Kane dos filmes ruins. Não sei se o caso é para tanto, mas com certeza esta produção de Ed Wood merece um lugar de destaque na história do cinema. O interessante é que Wood tenta dar ao filme um ar imponente, que torna tudo ainda mais engraçado. A própria narração da história é feita em um tom grandioso, como se estivéssemos ouvindo um texto de Shakespeare sendo recitado. No entanto, os diálogos escritos pelo próprio Ed Wood nada têm de grandiosos, sendo, ao contrário, tolos e óbvios. Em certo momento, por exemplo, um detetive diz: “O Inspetor Clay está morto! Foi assassinado! E alguém é responsável por isso!” É impossível não rir. Aliás, a diversão começa já no primeiro diálogo, quando o “adivinho” Criswell, que narra a história, diz: : “Saudações, meus amigos. Todos nós temos interesse no futuro, pois lá é onde eu e você iremos passar o resto de nossas vidas. E lembrem-se, meus amigos, que eventos futuros como estes irão afetá-lo no futuro.” Hilário, não? (O problema é que o filme não era uma comédia.) A direção de Wood é péssima, justificando sua fama. Não que ele não saiba como fazer um enquadramento razoável ou conduzir a história. Seu maior problema é sua completa desatenção para com o que está sendo filmado. Relapso ao extremo, ele não se importa que as cruzes e as lápides falsas do cenário que simula um cemitério caiam, durante a cena, revelando a fraude. Além disso, várias cenas do filme ficam variando entre o dia e a noite, dependendo do ângulo em que são filmadas. E estou mencionado apenas os erros menos grosseiros. Plan 9 From Outer Space possui algumas cenas que se tornaram clássicas, como o momento em que o “dublê” de Bela Lugosi sai de sua cripta com uma capa estendida sobre o rosto e persegue Tor Johnson. A seqüência na qual Eros compara o funcionamento da solobonite com um “rastro de gasolina” também é memorável. De acordo com esta analogia, o Sol é um galão de gasolina, e seus raios, um rastro de combustível que chega à Terra. Aliás, é nesta cena que o alienígena Eros diz: “Um raio de sol é constituído por muitos átomos!” Imperdível.

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